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"Onde
estão nossos direitos? Vamos às ruas para construir
um projeto popular". Este é o lema da 16ª edição
do Grito dos Excluídos que acontece em todo país,
no próximo dia 7 de setembro. Aqui no Recife, a concentração
será, às 8h, na Praça Osvaldo Cruz, bairro
da Boa Vista. Às 10h, os manifestantes sairão em passeata
até o Pátio do Carmo, no bairro de São José.
Para
esta edição o Grito terá duas novidades. A
primeira será a participação do arcebispo de
Olinda e Recife, dom Antônio Fernando Saburido, que fará
o discurso de abertura. A outra, será a disponibilização
de urnas para o Plebiscito Popular pelo limite da propriedade da
terra, esta iniciativa é do Fórum Nacional pela Reforma
Agrária e Justiça no Campo.
O
evento tem a colaboração de diversas entidades e movimentos
sociais como: a Comissão Pastoral da Terra (CPT), Comunidades
Eclesiais de Base (CEBs), Sindicato dos Trabalhadores em Educação
de Pernambuco (Sintepe), entre outros. Este ano, dois trios elétricos
acompanharão os manifestantes durante todo o percurso, que
também serão usados para os discursos dos representantes
dos movimentos.
A
Arquidiocese em parceria com o Metrorec vai disponibilizar mil bilhetes
gratuitos para 18 paróquias de Recife, Jaboatão e
Camaragibe, que são atendidas pelo metrô. A entrega
dos bilhetes será feita na próxima sexta, 3.
Histórico
- O Grito teve origem no Setor Pastoral Social da Conferência
Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), como uma forma de dar continuidade
à reflexão da Campanha da Fraternidade de 1995, cujo
lema - Eras tu, Senhor - abordava o tema Fraternidade e Excluídos.
A mobilização tem como objetivo, transformar as comemorações
passivas que ocorrem no Dia da Independência do Brasil, em
um momento de cidadania consciente e ativa por parte da população.
Hoje, a manifestação tem o apoio e a participação
de diversas organizações da sociedade civil.
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